São Paulo, 15/05/2014 – Todos os dias somos bombardeados com notícias de crimes de violência contra crianças, mulheres, homens, idosos… gente de todas as cores, idades e ambos os sexos. Alguns destes crimes terminam com seus autores sendo condenados há alguns anos de prisão. Outros se encerram na impunidade. Mas há aqueles que são, em tese, resolvidos por cidadãos comuns que optam por fazer justiça com as próprias mãos.

Violência gerando violência. E às vezes não – violência gratuita, justiça enganosa (e criminosa). Assim podemos, talvez, nos referir ao recente caso em que uma mulher foi morta por populares que resolveram fazer justiça com as próprias mãos contra uma suposta sequestradora de crianças, denunciada em um “boato” numa página do facebook. Os justiceiros se tornaram criminosos e a suposta sequestradora se tornou vítima. Um boato custou a vida de Fabiane, mãe de família, e revelou quão danoso pode ser o uso inadequado da internet.

Pelo menos duas coisas este triste caso deve nos ensinar:

  1. É preciso ponderar a veracidade daquilo que lemos na internet. Nem toda informação disponibilizada na internet deve receber credibilidade, uma vez que a internet é um espaço de livre publicação de conteúdo, onde informações falsas podem ser fácil e rapidamente disseminadas.
  2. Fazer justiça com as próprias mãos é uma forma ineficiente de resolver problemas, especialmente os de violência. Além de ineficiente, é também contraditório, uma vez que não faz sentido algum combater a violência utilizando-se dela.

A forma mais eficaz de lidar com suspeitos de crimes é fazendo denúncias a quem possui o dever de investigar e resolver os casos. Precisamos quebrar o silêncio e usar os meios corretos de se combater a violência.

Fonte:

http://quebrandoosilencio.org/