São Paulo, 23/12/2014 – Atualmente, é difícil encontrar alguém que não tenha celular e não passe boa parte do dia com ele. O problema é quando isso se torna um exagero e começa a oferecer riscos no dia a dia – como explicaram o neurologista Augusto Buchweitz e o clínico geral Carlos Pompílio no Bem Estar desta terça-feira (23) alertaram para o perigo de distrair-se com o telefone. Digitar uma mensagem, por exemplo, pode significar o mesmo que ficar com os olhos vendados para realizar outras situações.

O risco é ainda maior dentro do carro – um estudo mostrou que falar ao telefone dobra as chances de um acidente no trânsito; já limpar o espelho retrovisor ou manipular alimentos aumenta em 10 vezes esse risco; colocar dados no GPS aumenta em 8 vezes; mas o que mais oferece perigo é mesmo digitar no celular, que aumenta as chances de um acidente em 23 vezes. Tem gente que usa o viva-voz como um recurso de segurança, mas mesmo assim, ainda há o risco, como explicou o neurocientista.

Outro acessório que pode ser perigoso para a atenção e segurança é o fone de ouvido – se ele estiver em um volume muito alto, pode abafar todos os ruídos em volta, um risco alto para quem anda pela rua, por exemplo. Além disso, o som alto pode prejudicar também a audição, segundo a reportagem da Ana Brito. Por isso, a dica é nunca passar da metade do máximo do aparelho, ou seja, se ele vai até 10, nunca se deve passar de 5.

Fonte: http://g1.globo.com/